sábado, 9 de abril de 2011

O que realmente importa...

Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo... respeite o ser humano independente de credo, cor, raça, gênero e opção sexual. Esses são os princípios básicos, bíblicos e constitucionais e se bastam.

Ao longo da semana passada vi uma discussão no twitter que abordava a questão da polêmica em torno da entrevista do deputado federal Jair Bolsonaro, um cara que chega a ser “cômico” de tão “polêmico”, para não dizer desajustado. O deputado que fez uma entrevista para o CQC metralhou tudo e todos... no final a gente não entende se alguém escapa do “fuzilamento”. A entrevista gerou tanta confusão no twitter que eu responderia apenas um sonoro “#calaaboca @depbolsonaro” e, para mim,  resolveria a questão.

O que o mundo inteiro sofre é de um grande problema psicológico de baixa auto-estima. Todos se ofendem e sentem seu orgulho ferido pelos rótulos, estereótipos que colocam em si mesmos. Me desculpem, mas no meu entendimento, “orgulho negro”, “orgulho gay”, “movimento feminista”, orgulho católico, espírita, evangélico e derivados são todos grandes baboseiras. Todas essas questões rotulam, segregam, afastam e, na minha opinião, estão enquadrados nessas “categorias”: ingenuidade, radicalismo ou oportunismo. Ingenuidade porque muita gente vai na onda pelo valor “sentimental” que a polêmica gera. Radicalismo pois tem gente que realmente acredita e vai até o fim perdendo a razão completamente. Oportunismo porque a polêmica dá ibope. 

Vamos debater?! Vou começar pela “cor”. Na questão do Bolsonaro, a cantora Preta Gil se sentiu ofendida quando fez uma pergunta relacionada à cor e vai processar o deputado. Na minha opinião o processo é cabível, ok... mas, não pela ofensa à cor e sim pela falta de respeito ao próximo. Sinceramente, a Preta e todos que levantam a bandeira que me desculpem. Orgulho eu tenho de mim, do meu caráter, da pessoa que eu sou, pai, filho, esposo, irmão... e não pelo fato de ser branco, negro, amarelo ou seja lá qual for a cor... O discurso da história do negro não cola... caso contrário eu cortava os pulsos... sou descendente de alemão!? Olha que passado... Mas não penso assim, pois não generalizo o povo pelas besteiras de um nem duvido da capacidade das pessoas de dar a volta por cima: o presidente de um dos países mais racistas do mundo é negro.

A cota, por exemplo... sou absolutamente contra, mas não por acreditar que o cotista é pior do que o não cotista, mas justamente por acreditar que a cor não interfere na capacidade de uma pessoa entrar na faculdade concorrendo de igual para igual. Sou a favor se a cota for para pessoas que estudaram a vida inteira em escola pública, aí sim vejo justiça... ou no Brasil não tem branco pobre?

A questão “gay”... uma pessoa deve ser respeitada por quem ela é, isso não tem nada a ver se ela transa com homem ou com mulher. Isso só diz respeito a ela e a mais ninguém... Agora, sou contra a essa exposição exacerbada sim... a necessidade de aparecer e gritar aos quatro ventos sua “condição” com beijos escandalosos em espaços públicos... isso é desnecessário como o é com um casal hetero... qualquer demonstração exagerada que agrida o bom senso está passível de crítica. Estamos passando por uma transição de gerações e concordo que minha avó fique horrorizada. Ela está no direito dela e o direito de um vai até o espaço do direito do outro.

O “feminismo”... vamos falar sério... entra no mesmo contexto de respeito dos dois exemplos anteriores. Uma mulher que se sinta humilhada é questão de justiça. A presidenta Dilma colocar mais mulheres apenas por serem “mulheres”... por favor... a questão não é gênero, é competência. Se em cada ministério mulheres se destacarem pela competência que ela coloque todas ministras... agora, vir com o discurso de que vai aumentar o quadro por essa razão é, me perdoem, “historinha”...

Por último coloco a religião. O mundo vive em guerra por isso... é inacreditável! Não interessa crença, se a sua fé é boa e está baseada em bons valores, na paz e no bem ... é o que realmente importa.

Enfim, chego quase a me sentir um excluído pois sou branco, católico, casado com uma japonesa e com uma filha mestiça. Sou de origem alemã, italiana, portuguesa e espanhola (as que eu sei), heterosexual e brasileiro. Onde me enquadro? Não tenho orgulho por ser branco, pelo contrário... queria até ter uma melanina a mais para pegar um sol bacana. Não tenho orgulho por ser católico, sou feliz com minha fé por ela me fazer bem. Não tenho orgulho de ser casado com uma mulher descendente de japoneses, mas sim sou feliz por ser ter descoberto nela a mulher da minha vida, quem me deu uma filha saudável e linda. Não tenho orgulho de ser hetero. Sou feliz por me satisfazer sexualmente com uma mulher e por poder colocar filhos no mundo. Não tenho orgulho de ser brasileiro, mas sou feliz por morar em um país livre, onde posso expor minhas opiniões, apesar de ser contra a várias coisas que acontecem por aqui.

Tenho grandes amigos negros, brancos, gays, católicos, espíritas, evangélicos, amarelos, lésbicas, brasileiros, estrangeiros, transexuais... e posso ter certeza que concordam, pelo menos em parte comigo. O que interessa é a diversidade e o respeito ao ser humano.

Aos aqui citados @dilma, @depbolsonaro e @pretamaria... Não me “processem”, pois não ofendi nenhum de vocês, ou se ofendi, não tive a intenção. Muito respeitosamente expus minha opinião contrária ao pensamento de cada um de vocês... pessoas públicas. A estes e a todos que não concordem, digam, se defendam... o mundo pode ser bem mais simples. Minha auto-estima é ótima, não tenho problemas com a crítica e aceito opinião de todos, independente de credo, cor, raça, gênero e opção sexual.

Thiago Endres

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Entrevista do meu padrinho para o Zero Hora - 11 de dezembro de 2010

O gaúcho que Projeta Abu Dhabi Estilo Oriente

Tarso Endres arquiteto nos Emirados Árabes Unidos

De Abu Dhabi


Ele saiu do Rio Grande do Sul e acabou no deserto, onde se consagrou como um artista das formas opulentas que marcam a paisagem dos Emirados Árabes Unidos. O arquiteto gaúcho Tarso Endres conta como pensa as construções que planeja no país do Mundial


A primeira coisa que se fala dos Emirados Árabes, especificamente de Abu Dhabi e Dubai, é sua potente arquitetura. As formas elegantes, arrojadas e sofisticadas têm o traço de um gaúcho. Ele sim é elegante, arrojado e sofisticado. Mas antes que se fale mais sobre Tarso Endres, 46 anos, é preciso relacioná-lo a outro adjetivo: discreto.


Foi no início da tarde de sexta-feira que ZH foi conhecê-lo para contar sua impressionante trajetória internacional. Diretor da divisão de arquitetura da empresa italiana AiEngineering, Tarso assina projetos milionários deste paraíso de aço e vidro em proporções faraônicas. O que inclui a reforma de um dos palácios do presidente dos Emirados Árabes, considerado o mais importante do mundo árabe. É dele também o projeto de uma futura torre à beira-mar, de formas retorcidas e com um detalhe bem ao gosto da clientela local: uma cobertura dourada sobre parte do prédio, como se ouro estivesse escorrendo do topo.


Tarso passa longe do tipo que enfileira vantagem. Na conversa, não poupa detalhes sobre a cultura dos países nos quais viveu e discorre solto sobre o que é visivelmente sua paixão, a arquitetura.


Quanto ao custo dos projetos a que está dedicado ou sua poderosa rede de amigos, que passa pela realeza da moda internacional, D&G e Riccardo Tisci, nisso, é lacônico, como bom criativo que é:


– Por favor, não me pergunte sobre custos. Sinceramente não tenho ideia de valores. Minha função é projetar e saber a hora de dar o ponto final ao projeto. Pois na arquitetura isso é impossível, é sempre uma tentação melhorar e afinar ainda mais.


Nascido em Santa Maria, o arquiteto morou em Porto Alegre e formou-se na Unisinos. Com o diploma na mão, há mais de 20 anos, ganhou o mundo. Foram mais de 10 anos na Espanha, dois na Itália, três em Andorra, um doutorado e, recentemente, três anos em Dubai. Tarso é fluente no italiano, espanhol, francês, inglês e catalão.


Seus projetos estão em pranchetas em Dubai, mas já são realidade em construções no Kuwait, por exemplo, onde estão concluindo uma residência de 3,6 mil metros quadrados, a casa de um dos 20 homens mais ricos do mundo. A seguir, acompanhe parte da conversa com um gaúcho que conquistou o mundo, mas guarda a simplicidade do garoto que foi do Sul e o despojamento fundamental de um artista que transforma sonhos em realidade.

“Tenho de saber tudo para fazer o projeto dos sonhos”

Zero Hora – Como você definiria o que você vive aqui, nos Emirados Árabes, em termos de arquitetura?


Tarso Endres – Uma loucura (risos).


ZH – Como assim? É uma loucura de proporções, de valores? É um sonho?


Endres – É um sonho. Explico por meio de um fato recente. Dubai construiu o maior edifício do mundo, que se chamava até pouco tempo antes da inauguração Burj Dubai. Por motivos econômicos, ou o que for, Abu Dhabi resolveu ajudar Dubai, que estava falida. O edifício passou a se chamar Burj Khalifa, que é o nome do presidente dos Emirados Árabes, que é de Abu Dhabi. Essa necessidade de ostentação, de dizer aquilo que era Burj Dubai agora é meu e não é Dubai é Abu Dhabi é o que faz a maneira de viver deles. Quando eles fizeram isso, a Arábia Saudita começou a construção de outro edifício, que é o dobro desse. Vai o outro e diz: “Como você fez maior, vou fazer maior ainda”. Não tem sentido. É contra a natureza, é um absurdo.


ZH – Num lugar de sonho, você tem que fazer projetos de sonho. Quais são suas referências e fontes de inspiração?


Endres – É o próprio cliente, ele nem se dá conta. Normalmente, quando saio da reunião com o cliente, já tenho na cabeça como o projeto deve ser. Aí é só o tempo de colocar isso no papel. Isso que estamos fazendo, batendo um papo, faço com o cliente. E aqui isso é um pouco difícil. Com o árabe, você deve tomar cuidado para não invadir a privacidade dele. Mas para um arquiteto, isso é fundamental. Eu tenho que saber, por exemplo, se ele dorme com a mulher ou não.


ZH – Puxa, com você pergunta isso na primeira reunião?


Endres – Com jeitinho. Tenho de saber tudo da vida deles para conseguir fazer o projeto dos sonhos.


ZH – Como é a sua qualidade de vida morando em Dubai?


Endres – Sempre procurei fazer o que gosto. Encontrei o mesmo tipo de vida que encontraria em outro lugar, com uma diferença: você tem uma série de privações no dia a dia que a religião dá. Mas em contrapartida, é um lugar seguro, tem sol o ano todo.


ZH – A crise econômica chegou aos Emirados Árabes. Você sente isso na sua área de trabalho?


Endres – A crise é evidente porque todos os projetos estão sendo paralisados, estão sendo reduzidos. É sabido que foi feita uma redução do gasto público no orçamento do próximo ano. Para a reforma que projetei de um palácio, que é considerado o mais importante do mundo árabe, foi feito um concurso em que várias empresas internacionais participaram. É o palácio em que o presidente recebe autoridades internacionais e que são feitas todas as recepções oficiais. Ficamos entre os três finalistas, com fortes possibilidades de sermos os escolhidos. E os prazos estão sendo adiados.


ZH – O estilo da arquitetura local é esse dos espigões de vidro?


Endres – Não. Eles criaram uma falsa arquitetura árabe, assumindo como próprias coisas que não são.


ZH – Isso que a gente vê hoje aqui sendo erguido por nomes como Norman Foster, Zaha Hadid, Jean Nouvel, no futuro, vamos olhar para estes prédios envidraçados e torcidos e dizer que é a arquitetura dos Emirados?


Endres – Não, eles vão continuar dizendo que é aquela que eles assumiram como própria por ser árabe. Eles têm coisas bonitas, meu trabalho foca isso, dar formas e proporções para resultar em algo mais elegante.


ZH – Existe uma arquitetura contemporânea brasileira? Pode se falar desta regionalização na arquitetura?


Endres – Não. Se a gente fala de Oscar Niemeyer, mesmo assim é uma arquitetura contemporânea, não é brasileira. Existe uma arquitetura com uma linha definida que pode ser a de um arquiteto em especial, mas depois tem 25 que vão atrás.

Muito legal!!!! Afilhado cheio de orgulho!


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Primeiro ano Anna Sayuri

Esse post já era para ter sido escrito há 1 mês... Minha filha fez seu primeiro aniversário no dia 17 de outubro de 2010. É impressionante como o tempo passa rápido e, se não prestarmos atenção, o tempo passa e não aproveitamos o que realmente interessa na vida.

Ela está muito esperta... no dia do seu aniversário ela se soltou. já anda sozinha se equilibrando, tenta correr e, quando faz isso, normalmente cai... Está com os quatro dentinhos frontais apontados e muito brincalhona.

Cada dia que passa a Flávia e eu a amamos mais...

Parabéns minha filha... Que Deus te proteja sempre e permita que você seja muito feliz! Que tenha uma vida longa e cheia de saúde.

Papai

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Meu sogro... um exemplo.

Um dia você acorda e percebe que sua rotina mudou completamente... Isso acontece com todas as pessoas, todos os dias, de maneiras mais fáceis de se lidar ou mais difíceis. Uma forma certamente "eficaz" é quando uma doença nada esperada se instala na sua família. Aconteceu na minha.

Meu sogro, Ryuichi  Komeno... um cara de 58 anos cheio de saúde e energia amanheceu um dia todo amarelo. Exame aqui, exame ali e aquilo que temíamos foi confirmado: câncer no pâncreas. Se você tiver curiosidade coloque no google... você tomará o susto que tomamos... a doença é tida como terrível. Foi uma pancada. O susto foi grande, mas o engraçado é que, por algum motivo, ninguém se deixou abalar... pelo menos não na frente um do outro.

Sabe aquelas coisas que acontecem na vida da gente e nos fazem pensar no jeito que estamos vivendo nossos dias? O câncer se tornou um desses acontecimentos na minha vida, não pela doença, mas pela forma que estamos lidando com ela.

Como em todo e qualquer diagnóstico desses, as providencias normais foram tomadas. Rapidamente meu sogro marcou três consultas que confirmaram o quadro e, assim, a cirurgia foi marcada. Nos mudamos para a casa dos meus sogros... reunimos a família. Em todos os momentos, ele se mostrou muito forte e eu, de alguma forma pensava que aquela força era uma fachada para não nos preocupar.

Como na maioria dos momentos difíceis, e  pela infinita misericórdia de Deus, nos reunimos em família para orar, algo que não tínhamos feito. E aí começa a melhor parte da história.

Resolvemos começar a rezar o terço em família e no primeiro dia a emoção tomou conta de todos. Falamos de medo, de esperança, de família, de relacionamento, de amor, de respeito e de admiração... falamos de Deus... cada um do seu jeito. Relembrei a data do meu casamento quando no altar o padre falou que naquele momento a Flávia se tornava filha dos meus pais e eu filho deles... realmente me sinto assim...

Meu sogro é, hoje, meu segundo pai... quem, do jeito dele, me mostra seu carinho e seu respeito... quem me viu crescer profissionalmente, como marido e como pai. Tenho por ele uma admiração tremenda que foi multiplicada ali, na mesa da sala de jantar, naquela noite em oração.

O tio, como eu o chamo até hoje, carinhosamente, nos disse que em momento algum ele encarou o câncer como uma doença e sim como um desafio, algo que realmente passará em breve. Ele falou de futuro, dos seus planos... vi nos olhos dele a verdade da vitória e não o medo da derrota... Ele realmente a encarou de frente... o que nos fez ter a certeza da cura. A semana seguiu com orações todos os dias e a certeza do sucesso pairou na casa.

Sábado foi a cirurgia. O médico conseguiu retirar todo o tumor. A operação foi um sucesso que, segundo o médico, até seu biotipo físico contribuiu. Estamos no terceiro dia pós-cirurgico. Confiantes, seguimos em oração com a certeza da cura e aguardando a melhora e o retorno pra casa.

Meu sogro  está sabendo lidar com a mudança. A rotina pode até voltar... mas será em uma casa de pessoas diferentes, amadurecidas pelo amor, pela união e pela fé.

sábado, 18 de setembro de 2010

Você "gosta" de propaganda ou você "analisa" propaganda?

Você já se pegou avaliando uma propaganda? O comum é dizer "gostei" dessa ... "que propaganda ruim" ... essa é "boa" aquela não é... Quando isso é avaliado pelo cliente não tem problema. O que conta aí é o gosto. A questão é quando o publicitário tem a mesma posição que um "mero" cliente.

Falo muito sobre isso em minhas aulas. A análise deve ir além do "gosto" ou do "eu acho". Quando avaliamos uma peça publicitária, devemos primeiramente verificar o público a ser atingido. Qual linguagem é identificada facilmente por ele? Se estamos falando de comunicação de massa, televisão, por exemplo, a linguagem deve ser trabalhada com foco na compreensão de todos os possíveis públicos espectadores. Por outro lado, se estamos falando de altos executivos, o texto deve ser produzido observando o alto nível do público.

A análise de textos deve sempre considerar o veículo. Cada meio possui uma linguagem particular que deve ser respeitada, levando em conta os sentidos humanos. Veja:

A TV produz imagem e som. Assim, seu texto deve ser feito para os ouvidos, considerando links com imagem - a mensagem será captada também pela visão. Considere que a TV fala com o espectador. Só assim você desenvolverá um texto que converse e que soe naturalidade. Para isso é importante escolher a locução ideal para o público, que combine com o produto e que argumente com o cliente, levando ele à ação, à tomada de atitude.

O rádio produz som... a imagem fica por conta da imaginação do ouvinte. Sendo assim, o texto de qualidade é escrito com o objetivo de ser "visualizado" pela mente do cliente... ele deve se identificar com a peça e vivenciar a situação proposta no jingle ou spot, por exemplo. Assim como na TV, o rádio deve conversar com o ouvinte... ou cantar para ele. Tanto em um veículo como no outro a repetição e o coloquialismo são permitidos, mas a preocupação com a cacofonia é maior.

Peças impressas já exigem maior elaboração textual, o que não significa rebuscamento. A linguagem deve seguir a simplicidade de toda peça publicitária, porém o texto deve ser bem escrito, considerando as possibilidades de conteúdo para um anúncio de revista ou de jornal, para um folder ou para um front-light.  Você não vai colocar no front o mesmo conteúdo do folder, mas pode - ou até mesmo deve - trabalhar com o mesmo conceito.

A internet pode ser vista como uma fusão de todas as linguagens onde ao mesmo tempo se tem a animação e a leitura. Para que se defina o texto, é importante considerar primeiramente o recurso, de acordo com o público do produto anunciado, dentro do mix te possibilidades que o meio proporciona. De qualquer forma você deve pensar no conteúdo. Um e-mail marketing é como um folder on-line, um banner sege a linha de um cartaz.

Para todos os textos, a construção deve obedecer introdução, desenvolvimento e conclusão. Assim a análise deve ser feita na introdução, observando o apelo que atrai a atenção e convida, no desenvolvimento que explica o produto e levanta diferenciais e na conclusão que assina a marca e convida a conhecer mais por meio de site, endereço ou telefone. A propaganda só será eficiente se ela for instigante a ponto de levar o consumidor à ação e posicionar o produto na mente do consumidor. Se isso não acontecer, por mais bacana que a peça seja, ela não se torna efetiva.

Voltando a questão "gosto", é importante que a peça agrade o consumidor (não o anunciante ou o publicitário), porém mais do que isso, ela deve provocar atitude e posicionar a marca. Isso só ocorrerá se o publicitário, profissional responsável pela análise crítica, aprovar pela garantia de qualidade e não de "gosto".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Um dia na minha vida - dicas para aspirantes à publicitários

Mais uma semana passou... mais curta com o feriado e já estamos no meio de setembro... Não posso dizer que estou com tempo para escrever, mas estou em um momento que me permite isso... na verdade poderia aproveitar essas horinhas para corrigir as provas de quarta-feira, mas estou pouco inspirado... poderia, também, ler um artigo importante para o mestrado, mas também estou sem cabeça... acabei de ver um comentário da minha mãe e resolvi ... escrever...

Hoje é sexta-feira, dia 10 de setembro e estou, após um longo dia de trabalho no IEL, aplicando prova para minha turma de Redação Publicitária II e resolvi descrever um pouco do que penso com base nesses cinco anos como professor de publicidade e propaganda, mais especificamente, de redação publicitária.

Tenho ao longo dos últimos meses recebido algumas mensagens de agências que precisam de redatores, mas que não encontram esses profissionais. É complicado ter que assumir isso, mas é uma informação que já tenho "cantado". Na verdade penso que “escrever” é algo apreciado por poucos na nossa profissão. A primeira dificuldade encontrada é a folha em branco... ou a tela, para os que preferem. O que colocar no papel que possa ser lido e mais: apreciado por alguém. Aí está o ponto...nesse mundo cheio de informações, fazer com que o receptor leia além do primeiro parágrafo é algo raro. (se você leu até aqui retwitte esse texto... é sinal de que estou indo bem).

Você sabe escrever texto publicitário? Tudo começa do mesmo jeito - introdução, desenvolvimento e conclusão - como todo e qualquer texto. A diferença é que em curtas linhas, uma marca se torna a mais conhecida, uma assinatura vira dito popular e um redator se torna um profissional disputado no mercado. Qual o segredo? 1) entenda sobre o que vai se falar, nos mínimos detalhes; 2) conheça sobre quem vai consumir, saiba quem é o leitor do texto; 3) use as melhores palavras "linkadas" à sacada criativa que só vai acontecer se você, redator, souber muito bem sobre os dois primeiros pontos e realmente gostar de escrever.

Voltando ao meu dia-a-dia... percebo que os alunos não gostam de escrever (segunda dificuldade). Todos os semestres em cinco anos escuto a mesma pergunta... “a prova não é de marcar X ou V ou F?” Não existe "tesão" em se produzir textos, em se colocar idéias no papel, talvez pelo medo do erro ou do julgamento. Porém penso que vai além disso. Acredito que é a preguiça, que é o não estímulo à leitura e à escrita ... a cultura dos 140 caracteres, a cultura do Ctrl C.

Pelo que tenho visto, aqueles poucos aspirantes à publicitários que curtem e investem na redação possuem um "oceano azul" de oportunidades. Pelo menos é isso que falo para meus alunos e espero muito ter a felicidade de encontrá-los no mercado tendo muito sucesso... quem sabe... acredito nisso.

Vou terminar minha reflexão por aqui... tenho alunos que agora já começam a entregar as provas. Espero me surpreender com bons textos...

domingo, 22 de agosto de 2010

Depois de 37 anos, o Nipon fechará suas portas neste domingo - matéria do Correio Braziliense


1º domingo pós encerramento... ficamos órfãos do Nipon... Vai fazer muita falta... Espero que o de Luziânia abra logo!

10 meses

Lindinha... minha filha está com 10 meses e cada dia mais linda e mais esperta... Engatinha que é uma beleza... brinca muito e é super curiosa. Nessa foto estávamos em uma cama elástica.

A Anna Sayuri é uma criança feliz e super sociável...apaixonante

Uma vida bacana e corrida... ufa

Oi pessoal... ando escrevendo muito pouco aqui... para os que sabem que ando estudando e trabalhando com WEB 2.0, certamente sabem o quanto não atualizar um blog é furado... isso se é que ainda tem alguém que lê esse meu blog.
Bom... interessante falar aqui é que ando realmente trabalhando com WEB 2.0. Quem me acompanha no twitter.com/thendres09 sabe que ando twitando bastante e promovendo um evento muito bacana pelo IEL: dialogosparaofuturo.blogspot.com. Quem tiver um tempinho vai lá ver... principalmente os que trabalham com RH.

Bom... vou voltar para meus estudos... se tudo der certo devendo minha dissertação no fim deste ano: Web 2.0 nas estratégias de comunicação das organizações.

Boa noite

terça-feira, 11 de maio de 2010

Atual??? Nunca!

IEL, Facitec, mestrado, mulher e filha... estou altamente sem tempo de atualizar...

Minha japinha está com 6 meses... lindinha e esperta...

Vou arrumar um tempinho pra escrever.

fui

domingo, 22 de novembro de 2009

1º mês

54 cm e 3,5 kg

Linda...
Come, dorme e mama... A Anninha é muito boazinha... só chora quando está com fome ou tem cólicas.
Nessa semana voltei ao trabalho. Minhas férias de 1 mês acabaram rápido... como passa...
Sinto muitas saudades dela durante o dia. O cheirinho dela já fica na gente.

Ela é um doce... Eu e a Flávia estamos bobos. Babando muito. Dar banho, trocar a fralda, segurar no colo, fazer dormir, acalentar nas dores... acordar de madrugada, dormir pouco, não sair de casa... a vida muda muito, mas cada olhar dela, cada caretinha, sorriso, sons emitidos... tudo é maravilhoso... vale muito a pena.
Estamos apaixonados por essa bebezinha que veio mudar o mundo.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Cada dia mais linda!


Minha filha está cada dia mais linda!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O Parto



Acordei às 5:30 da manhã do dia 17/10 com a Flávia sentada na cama. Perguntei o que tinha acontecido e ela me disse que estava sentindo umas cólicas... perguntei se eram fortes e ela disse que não... como cólicas menstruais. Disse, então, para monitorarmos o tempo e assim fizemos... de 8 a 10 minutos vinham pequenas cólicas de 30 segundos...

Às 9:30 chegou nossa comadre Clarissa, nossa doula que começou a fazer pequenas massagens nas costas e pressão nos quadris da Flávia nos momentos de cólicas, que já começavam a aumentar... 6 a 7 minutos contrações de 45 a 60 segundos. Estávamos na "fase latente", primeira de três em que a mãe sente cólicas ainda não tão fortes e contrações irregulares.

Como a Clarissa estava com a Flávia, vi que não iríamos almoçar e resolvi sair para comprar alguns petiscos... o dia seria longo e a Flávia teria que se alimentar. Na volta, por volta de 11:00, cheguei e soube que a minha mulher estava entrando na 2ª fase... fase ativa, com contrações mais fortes em períodos mais regulares ( 3 em 3 minutos, contrações de 1 min). Ligamos para o dr. Petrus que nos orientou a irmos para o hospital às 12h.

No caminho do hospital a Flávia estava com respirações bem profundas e, penso que tendo contrações mais próximas. Chegamos no hospital e fomos para uma sala pré-parto. Ficamos lá a Flávia, a Clarissa, a Edna e eu... A Clarissa e eu fazíamos massagens e exercícios com ela e a Edna acupuntura para contração. A medica de plantão fez o toque e constatou 5 para 6 cm de dilatação.

Enquanto isso, falamos para nosso pais, que estavam no churrasco de aniversário da vó da Flávia (Batian) que ela estava ainda em começo de contrações, leves que provavelmente à noite a Anna viria ao mundo.

Quando o dr. Petrus chegou a Flávia estava no auge da fase ativa... as dores já estavam fortes e ela começou a ficar mais tensa... a Clarissa explicou que toda a mulher que entra em trabalho de parto passa pela fase do medo (final da ativa), quando pensa que não vai conseguir e que começa a cogitar anestesia. Nesse momento, é muito importante que o marido esteja próximo e tranquilo para acalentar sua esposa... penso que fiz bem esse papel (até cantei para ela ... kkkkk).

O médico fez o toque e estava quase 9 cm de dilatação, mas a barriga ainda estava alta. Começamos com exercícios de "senta e levanta" para a minha filha descer... quando a contração vinha a Flávia me abraçava e as comadres faziam a pressão nos quadris. Senti a barriga descendo a cada contração...

Lá pelas 15:00 fomos para a sala de parto. A Flávia deitou na maca para o toque, eu fui trocar de roupa e a Clarissa, junto com as enfermeiras, foi preparar a banqueta para o parto de cócoras. Quando cheguei resolvi olhar para ver como estava e vi a cabeça da minha filha saindo... avisei o médico que estava colocando a roupa e ele disse que na próxima contração a Anna viria. A Clarissa disse que não teria tempo para a Flávia sentar na banqueta e que o parto seria na maca. A fase expulsiva durou 10 minutos... quando veio a 2ª contração, já na sala, a Flávia pegou seus tornozelos, eu levantei as costas dela e a Anna nasceu... Foi o momento mais lindo que passei na vida... a emoção é inexplicável!

A gravidez

Durante toda a gravidez a Anna Sayuri ficou muito bem. Desenvolvu com saúde, graças a Deus. Era muito ativa... pulava o tempo todo...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Minha filha




Anna Sayuri...




Desde sempre ela existia

Penso, até, que rolava nas nuvens todas as vezes que falávamos dela

Imaginávamos seu rostinho, seus olhos puxados e seu cabelo, quem sabe, clarinho

Como foi falada, desejada

Quantas e quantas vezes pensada

Os avós já curtiam

Os ditians sonhavam

Os vários tios, vedadeiros e postiços, brincavam e participavam do sonho

Os priminhos torciam

Ela... ouvia e, certamente, ria

Ria de alegria

Sentia o amor que a acariciava

E esperava...

Esperava o momento certo de vir ao mundo

Viu sua mãe encantar

Viu seu pai prometer 4

E viu 450 pessoas sorrirem

Esperou...

Fez um suspense de 5 meses

E veio...

Veio para ser muito amada

Veio para a felicidade de todos

Veio para melhorar o mundo

Hoje ela é realidade

... mas permite sonhar

Hoje ela cresce no ventre

Hoje ela cresce nos corações

Agora ela completa o amor

Agora ela completa um casal

Agora ela completa a família.






segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Momento de inspiração


Minha grande amiga Priscila casou no dia 23 de janeiro... Foi tudo muito legal. Ela estava linda! Muito legal... 17 anos de amizade.


Fiz um texto que gostei bastante...


Desejo felicidade hoje

Desejo sempre

Desejo amor, sucesso, grandes momentos... não necessariamente nessa ordem

Desejo dias de sol para curtição

Desejo dias de chuva... também para curtição (essa um pouco mais íntima)

Desejo saúde... isso desejo muito

Desejo paz e desejo brigas...(essas só para ter o gostinho bom de fazer as pazes)

Desejo sonhos possíveis... os impossíveis só se te fizer bem sonhá-los

Desejo te ver sempre... e quando não te ver desejo que sinta saudades (das que façam bem)Desejo prosperidade para que possa viver tranquila e feliz

Desejo que seu casamento seja pra sempre

Desejo que meus filhos brinquem com os seus ... e que sejam amigos como nós somos

Desejo que Deus proteja seu lar, seu marido, sua família

Por fim desejo participar da sua vida por mais 17 anos... e depois mais 17... e 17... o quanto mais nos for permitido... para ver seus netos e para que possa conhecer os meus...

E que possamos contar a eles sobre nossa grande amizade e nossas divertidas histórias.


Parabéns Pri... parabéns Rodrigo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Feliz Ano Novo!

De volta após um período difícil... 20 longos e penosos dias rodando o Nordeste: Salvador, Recife e João Pessoa.

2009 começou muito bem. Merecidas férias para renovar as energias de um ano que promete ser bem agitado.

Todos os anos costumo me preparar com algumas metas. Sempre é legal escrevê-las, assim fica mais fácil visualizar cada uma para cumprí-las.

- Emagrecer (essa é a mais complicada) - cada ano que passa parece que fica mais difícil... mas algo me diz que desse ano não passa

- Mestrado - esse ano começo... importante passo para a minha carreira

- Juntar uma $ - preciso começar a pensar nisso...

- Um filho - se Deus permitir nesse ano a Flávia e eu teremos nosso primeiro filhote...

Esse ano será ótimo!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Mais um casal de sucesso!


Esse mês a Flávia e eu fomos padrinhos de um dos casais mais bacanas que conheço na vida: Carlena e João. É muito legal acompanhar uma história desde o início... A Carlena é minha amiga já de bom tempo, posso dizer que fomos apresentados por Deus... no encontro jovem, lugar que normalmente encontramos pessoas que mudam nossas vidas.
É uma das pessoas mais alegres e divertidas que conheço, paradoxalmente, das mais sérias também.

O João eu conheci como o cara que a Carlena era afim. hahahaha

Acompanhei esse relacionamento começar e descobri no João um grande amigo. É muito legal quando verdadeiros amigos encotram amores verdadeiros. Como não podia ser diferente, nós quatro nos tornamos VERDADEIROS GRANDES AMIGOS!
Pense num casal perfeito....

Tenho certeza que essa amizade vai durar gerações. Nossos filhos crescerão juntos... e os filhos dos nossos filhos também.

Amo vocês, meus amigos


Desejo toda a felicidade do mundo!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cântico de Núpcias


Esse texto coloco aqui em homenagem à minha esposa... Parabéns, meu amor. 1 ano de felicidade plena!


Nossos caminhos são agora um só caminho, nossas almas, uma só alma.


Cantarão para nós os mesmos pássaros, e os mesmos anjos desdobrarão sobre nósas invisíveis asas.


Temos agora por espelho os nossos olhos; o teu riso dirá a minha alegria, e o teu pranto, a minha tristeza.


Se eu fechar os olhos, tu estarás presente; se eu adormecer, serás o meu sonho; e serás, ao despertar, o sol que desponta.


Nossos mapas serão iguais, e traçaremos juntos os mesmos roteirosque conduzam às fontes escondidase aos tesouros ocultos.


Na mesma página do Evangelho encontraremos o Cristo, partiremos na ceia o mesmo pão; meus amigos serão os teus amigos, perdoaremos com iguais palavrasaqueles que nos invejam.


Será nossa leitura à luz da mesma lâmpada, aqueceremos as mãos ao mesmo fogoe veremos em silêncio desabrochar no jardima primeira rosa da Primavera.


Iremos depois nos descobrindo nos filhos que crescem, e não mais saberemos distinguir em cada umos meus traços e os teus, o meu e o teu gesto, e então nos tornaremos parecidos.


E nem o mundo nem a guerra nem a morte, nada mais poderá separar-nos, pois seremos mais que nunca, em cada filho, uma só carne e um só coração.


Que o homem não separe o que Deus uniu. Que o tempo não destrua a aliança que nos prende, nem os amores, o amor.


Que eu não tenha outro repouso que o teu peito, outro amparo que a tua mão, outro alimento que o teu sorriso.


E, quando eu fechar os olhos para a grande noite, sejam tuas as mãos que hão de fechá-los. E, quando os abrir para a visão de Deus, possa contemplar-te como o caminho que me levou, dia após dia, à fonte de todo amor.


Nossos caminhos são agora um só caminho, nossas almas, uma só alma. Já não preciso estender a mão para alcançar-te, já não precisas falar para que eu te escute...


Dom Marcos Barbosa